Limite: um ato de amor
No atual âmbito escolar, é muito comum, pais, educadores e profissionais da área da educação, se preocuparem com as condutas inadequadas apresentadas pelas crianças.
A agressividade verbal e física, a intolerância com o outro, a falta de responsabilidade e comprometimento, a violação de regras e o constante desrespeito com as figuras de autoridade, podem sinalizar de forma significativa, a falta de limite na criança.
O limite por sua vez, deve ser imposto na mais tenra idade, respeitando a condição da criança de acordo com o seu grau de maturidade.
Wallon (teórico muito estudado na Psicomotricidade), em seus estudos nos esclarece que o fator orgânico é a primeira condição para o desenvolvimento da personalidade, no entanto, esta última só se define a partir da influência do meio.
Ainda o autor nos traz importantes contribuições, quando nos informa que o período crucial para a formação da personalidade e da autoconsciência, é por volta dos três aos seis anos de idade.
Sendo assim, não é preciso esperar uma determinada idade para iniciar a imposição de limite. O limite precisa acontecer no momento certo e da maneira correta, pois traços da personalidade se definirão neste momento.
O limite aplicado de forma adequada
O primeiro passo para a imposição de limite, é o próprio modelo vivo que a criança tem dentro de casa. É inviável ensinar o seu filho sobre a necessidade de respeitar as regras, se o mesmo presencia situações rotineiras em casa, em que os responsáveis violam as regras na rua, no trânsito, no supermercado, enfim, a frase: “faça o que eu digo e não o que eu faço” é a pior condição para se educar uma criança.
Mara Gitti
Pedagoga - especialista em psicopedagogia